Adeus, princesa
Eu sou o cavaleiro e tu sabias
que um dia que uma vez a nossa vida
teria a falsa cor de um pôr-do-sol
Adeus princesa eu vou agora mesmo
Há um navio para mim além no cais
Tu sabes que me esperam não sei onde
sabes também que já não volto mais
Quem me dera fazer da tua aldeia
o último destino dos meus passos
fazer talvez aqui uma cabana
erguer muros jardins com estes braços
Mas vou E será meu esse silêncio
habitual das noites do deserto
habitual destes caminhos longos
quando ao irmos não há ninguém por perto
Tu sabes bem que vais dentro de mim
para onde me levar este caminho
que lá onde estiver estarás comigo
Também por ti nunca estarei sozinho
Um dia pesarás a minha ausência
As palavras terão a cor devida
quando o teu coração as souber ler
Tu saberás que a dor valeu a pena
E saberás fazer do longe perto
Serás capaz de ouvir o que há no vento
Diremos um ao outro sem tristezas
Tudo o que não chegámos a dizer