Imensa noite
Dormi dentro de mim um tempo imenso
Nem sei quanto durou a noite fria
Havia febre em mim ou outra coisa
Só noite e eu não via e eu não via
Tinha o pressentimento de que havia
Bem perto o sol de um vulto que velava
Mãos meigas e uma voz que murmurava
Entre sombras que a noite acabaria
Não estava só na febre e na agonia
Eram tuas as mãos da minha noite
As mãos que julguei serem de fada
Mas não soube o teu nome até ser dia