Morrer no mar
É quando acorda em mim a nostalgia
Que os meus passos me levam para o mar.
É uma força difícil de explicar,
Mais forte do que a dor ou a alegria.
E fico lá até quando não queria,
Em paz no gesto único de olhar;
Contente como quem regressa ao lar
E triste com a tristeza da agonia.
Às vezes fico a ver a passarada
Brincar no areal, na água rasa…
E tudo é derradeiro, e tudo é nada.
Mas estar ali é ter também a asa
Capaz de ir onde o sonho tem morada,
Porque o mar é caminho para casa.