Portugal
Vais no teu passo
E o mundo pensando ir mais depressa
Atrasa e guarda só o seu cansaço
A tua lentidão é uma pressa
Pesada profunda desmedida
Não tens relógio nem isso te interessa
Há um tempo em ti de amar a vida
Do fundo do silêncio de viveres
Gritas ao outro tempo não te sigo
És como uma nuvem que dissesse
Não vou contigo ó vento vens comigo
Acho que és semelhante ao alicerce
Há em ti qualquer coisa que não parte
Na confusão atroz de estar aqui
Mas tu parecendo imóvel tens a arte
De arrastar todo o mundo atrás de ti