Paulo Geraldo – textos em verso

Escrevi todos os textos que encontra neste lugar. Pode utilizá-los desde que indique o autor e a fonte (http://cidadela.net). Se colocar um texto em algum lugar na internet, deixe também uma ligação para a Cidadela.
Escrevi um livro de poemas que não foi publicado e provavelmente nunca o será. Mas deixo aqui alguns poemas dele, e alguns outros, para o caso de que a Cidadela seja visitada por algum apreciador de poesia.
Na Cidadela utilizo a ortografia tradicional da Língua Portuguesa.


Uma carta

Eu seria capaz de deixar isto e procurar-te
Nas minhas mãos há um cansaço destas coisas todas
Estar em casa é semelhante a nunca estar em casa
E sobra-me esta paz de estar aqui nos meus chinelos

O teu regaço

Tu não mudas
És aquela que está de pé
e desafia o vento
e esperas muda que eu desista
e regresse dobrado pelo peso
deste tão grande cansaço

Recorda

Lembra-te bem de como é forte o vento,
De como corta o frio no Inverno.
Já não podemos mais. Não há tamanho
Em nós para ir até ao fim do tempo.