Aparência de convívio

Os homens vivem perto uns dos outros, mas são sós. É uma estranha vizinhança. Como já não amam, tentam prolongar a união – talvez por hábito, talvez por medo, talvez por interesses – sem aquilo que tinha sido a causa da união. Mas o convívio motivado por motivos desse género não pode subsistir. Não tem consistência nem alma. Não consegue passar de aparência de convívio.
(Paulo Geraldo)

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