Paulo Geraldo – textos em verso

O teu regaço

Tu não mudas
És aquela que está de pé
e desafia o vento
e esperas muda que eu desista
e regresse dobrado pelo peso
deste tão grande cansaço

Recorda

Lembra-te bem de como é forte o vento,
De como corta o frio no Inverno.
Já não podemos mais. Não há tamanho
Em nós para ir até ao fim do tempo.

Procura

Buscas no mar sinais de outros assim
Que olhando entre gaivotas e rochedos
Se encontraram descobrindo onde perder-se

Portugal

Do fundo do silêncio de viveres
Gritas ao outro tempo não te sigo
És como uma nuvem que dissesse
Não vou contigo ó vento vens comigo

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