Paulo Geraldo – textos em verso

Por ti

Os meus passos foram sempre de combate
Pouco te olhei e não te fiz carinhos
Andei sempre nos montes nos caminhos
Mas é por ti que o meu coração bate

Porque aceitaste

Porque soubeste esperar porque calaste
Porque havia sempre sol ao pé de ti

Porque havia no modo como olhavas
Mãos de mãe pedaços de ternura

Permanência

Nunca na água a escrita que fizeres
Terá mais que o instante de a teres feito
Há pedras na montanha escreve nelas
Fica no que há-de estar depois de ti

Perfeição

Sempre tenso a esticar cada momento
Em cada gesto há que subir um monte
Não pode haver um dia morno e lento
O infinito é para cá do horizonte

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