Paulo Geraldo – textos em verso

Passou o tempo

Não me conheces nunca me escutaste
Passei por ti na rua um dia ou dois
Sentámo-nos em próximas cadeiras
Distantes como polos frios

Pai

É assim que te levo pela estrada
Lembro as palavras lembro o rosto amigo
Foram sementes pai foram sementes
Pequenas sim mas cresceram comigo

O sorriso

Sinal frouxo de um céu de depois disto
Que entretanto tem de se conter
Sombra dessa luz de além da curva
Disfarce do Deus que quer ficar
Escondido nas coisas que há no tempo

O cavaleiro

Vou pelo vento atrás da voz que amei
E este encanto envolve todos os meus passos,
Mas levo as cicatrizes dos laços que quebrei:
A minha saudade é o meu amor,
Que perdura deste lado da distância,
Nesta espera de tempo.

Voltar ao topo